Par de Porta Velas Víuva Alfredo Oliveira Coimbra
Descrição
Par de porta velas ou solitários em Faiança Antiga de Coimbra, conhecida como VAO ou Viúva Alfredo Oliveira, Datada dos Séc:XVIII, XIX, com policromia a tons de azulde motivos florais e vegetalistas, Com falhas e defeitos(um dos lados não tem pintura) de fabrico e do tempo, mas em perfeito estado. Assinadas VAO Coimbra J.S.F..
Dimensões: Larg/Diâm: 11,5 cm x Alt: 2,4cm
LÇFAINVAOVELASESTRL0065L13
"Nota"
A VAO - Viúva de Alfredo Oliveira, Tratou-se de uma fábrica de faianças da zona de Coimbra, no denominado Terreiro da Erva, que se presume que tenha sido fundada na primeira década do seculo XX, muito provavelmente em 1908. A Fábrica VAO – Viúva Alfredo Oliveira, foi naturalmente a sucessora da Fabrica Alfredo pessoa (Séc:XVIII), após a sua morte, em 1936. Foi uma fábrica centenária, pois julga-se que encerrou por volta de 2008, pese embora não há a certeza absoluta, ainda que escassos anos tenham decorrido desde essa situação. Foi assim, a última fábrica antiga e característica da zona de Coimbra a encerrar, e que à data ainda possuía fornos e muflas de meados do século XIX. Considera-se que esta fábrica de Coimbra foi a continuadora da Fábrica de Vandelli, que tinha falecido quase um século antes (1816) da sua fundação, considerado o percursor da Cerâmica de Coimbra dos séculos XVIII e XIX. A partir de ano de 1965, a administração desta fábrica passou a ser desempenhada pela Sociedade Cerâmica Antiga de Coimbra. A produção desta fábrica identifica-se pelos símbolos característicos que aplicava nas suas peças: corações, peixes, figuras falantes. Isto é, transportou esses elementos decorativos utilizados no século XVI, para o Século XX, com a sua sistemática introdução nas peças que pintava, criando assim um conjunto se símbolos perfeitamente identificadores desta fábrica. É-lhe reconhecido o importante papel que desempenhou na divulgação da característica decoração da louça de Coimbra. A policromia utilizada, com predominância dos tons amarelo, ocre, laranja, vermelho-escuro, castanho, azul, verde e verde-alface e verde-seco e a temática cromática também eram características e permite igualmente identificar a VAO. O período mais significativo e importante do fabrico desta fábrica decorreu entre meados da década de trinta e o ano de 1965, quando a administração desta fábrica passou para a Sociedade Cerâmica Antiga de Coimbra. As peças mais antigas que se conhecem desta fábrica são dois pratos, datados de 1937, reproduzindo uma figura típica da Cidade e uma paisagem inspirada nas tradicionais de Coimbra. A partir da década de houve uma alteração deveras significativa na produção desta fábrica: pois para além da produção, dita tradicional, começaram-se a efectuar faianças decorativas, inspiradas em peças das colecções do Museu Machado de Castro, em faianças com decoração inspirada em motivos orientais, do século XVII, bem como em faianças do Brioso, do século XVIII e as de Vandelli, do Século XIX/XX.







